Eis o que arruína mais visitas à Alhambra do que qualquer outra coisa, e é totalmente evitável: existe um bilhete mais barato que não inclui os Nasrid Palaces. É legal, é vendido abertamente, e as pessoas compram-no sem perceber que as salas esculpidas de todas as fotografias que viram são precisamente a parte de que acabaram de prescindir. Todos os tours nesta página incluem-nos. Se reservar noutro sítio, leia as inclusões duas vezes.
Os Nasrid Palaces têm uma hora de entrada marcada, impressa no bilhete, e a Alhambra faz cumprir isso. Chegue depois da sua janela e não entra; não há negociação nem reembolso. Este é o único argumento prático a favor de uma visita guiada em vez de a fazer sozinho: o guia construiu as três horas inteiras em torno de levar o seu grupo àquela porta no minuto certo, e é a única coisa que é genuinamente difícil de gerir sozinho.
O recinto são quatro coisas distintas atrás de uma só muralha, e conhecer os nomes ajuda imenso quando está a ler anúncios. A Alcazaba é a fortaleza militar no extremo ocidental, e a parte mais antiga. Os Nasrid Palaces são as residências reais: Mexuar, Comares e o Palácio dos Leões. O Generalife é o palácio de verão e os seus jardins, no alto da colina e contado à parte. E o palácio de Carlos V é um tambor renascentista largado no meio no século XVI.
O que está realmente a ver nos Nasrid Palaces é escrita. As paredes estão cobertas de árabe esculpido: versículos do Corão, poemas de poetas da corte e, acima de tudo, o lema nasrida, “não há vencedor senão Deus”, repetido milhares de vezes por todo o estuque. Sem explicação, é um padrão bonito. Explicado, é um edifício que fala, e esta é a razão mais clara para levar um guia em vez de um mapa.
Uma palavra sobre bilhetes, porque esta é a parte mais difícil. A Alhambra limita o número diário e as entradas para os Nasrid Palaces esgotam primeiro. Em abril, maio, setembro e outubro esgotam habitualmente duas a três semanas antes, e o site oficial vende-os em lotes com hora marcada que desaparecem em horas. Reservar uma visita guiada não é só pelo guia; é a forma mais fiável de conseguir um bilhete.
Sobre o tamanho do grupo: as salas nasridas são pequenas, baixas e acusticamente terríveis. Todos os guias lá dentro usam auscultadores de rádio porque levantar a voz não é permitido. Num grupo de trinta ouvirá as palavras e verá a nuca de alguém; num grupo limitado a doze verá o que está a ser descrito. É o único extra nesta página que muda a experiência em vez do conforto.
E o extremo caro desta página, que existe porque algumas pessoas querem o dia só para si. Um guia privado custa entre cento e quarenta e oito dólares e bem mais de trezentos, e o que recebe não é melhor acesso — a rota e a hora são as mesmas — mas um ritmo que define e perguntas respondidas como deve ser. A maioria das pessoas deve reservar uma visita em grupo. Vale a pena saber como é o teto antes de decidir que o meio é caro.